Previsão de expansão de renováveis extravasa compromissos da COP

  • 03 fevereiro 2026, terça-feira
  • Energia

FOTO ANDREAS GÜCKLHORN/ UNSPLASH

Entre a COP28 (2023) e a COP30 (2025), só cerca de dois terços das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC) foram atualizadas e menos de metade referem especificamente o objetivo de triplicar a capacidade renovável até 2030, mas a Agência Internacional de Energia, que tem estado a acompanhar este progresso, concluiu que 189 países têm planos para exceder em cinco vezes a capacidade renovável face ao assumido nas NDC

Entre a COP28 e a COP30, apenas dois terços das NDC (o que corresponde a 128) foram atualizadas, e só 53 referem explicitamente o objetivo global de triplicar a capacidade renovável. E apenas 32 contêm ambições quantificáveis sobre a matéria.

Mas estas metas, que devem refletir o plano de ação climática de cada país, sub-representam as ambições, segundo a Agência Internacional de Energia. Se incluirmos as ambições para 2030 dos anteriores ciclos de NDC, a capacidade total pode exceder 1600 GW.

Já a análise das políticas, planos e estimativas existentes para 189 países corresponde a um nível de capacidade renovável de 8355 GW em 2030, cinco vezes o nível refletivo nas NDC, com a China a liderar a ambição. Em termos de tecnologia para lá chegar, é o solar fotovoltaico que lidera. Ainda assim, persiste um gap considerável face ao objetivo de triplicar a capacidade.

51 países aumentaram a sua ambição para 2030, mas 21 diminuíram-na em resultado de alterações nas prioridades políticas ou projeções de procura de eletricidade abaixo do esperado. 29 países mantêm o mesmo nível de ambição e 49 não fizeram atualizações.

A ambição global aumentou em 453 GW desde a última avaliação da Agência, com a China a aumentar em 600 GW e o continente americano a diminuir em cerca de 322 GW. O Médio oriente e o Norte de África têm o segundo maior aumento, mas que corresponde ao maior em termos percentuais, tendo aumentado a sua ambição em 50 % face ao ano passado. A Europa e a região asiática do Pacífico (excluindo a China) apresentaram um crescimento modesto de cerca de 3 % cada. As ambições da África subsariana baixaram ligeiramente, mas há tendências díspares entre os países. Na Eurásia, a ambição aumentou globalmente em 16 % face ao ano passado. 

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