Recuperação de neodímio a partir de veículos em fim de vida, REE e sistemas eólicos

Exclusivo Assinantes

O aumento da procura de alguns elementos químicos tem contribuído para a sua crescente escassez, o que se reflete na subida de preços no mercado e, consequentemente, na economia europeia.

Os chamados "metais de terras raras" (lantanídeos), de entre os quais se destaca o neodímio, são cada vez mais procurados pela indústria mundial, apesar de a sua extração estar limitada a alguns países.

Sobre o neodímio

O neodímio é um elemento raro na superfície terrestre, que representa cerca de 18% dos metais lantanídeos. Este metal tem um aspeto prateado e brilhante, contudo, devido à sua elevada reatividade, o neodímio escurece rapidamente quando em contacto com o ar formando um óxido, que lascado expõe o metal a uma oxidação adicional. Os ímanes de neodímio são dos mais poderosos do grupo dos lantanídeos. Alguns gramas deste íman podem levantar milhares de vezes o seu próprio peso. 

Aplicações

Os ímanes de neodímio são utilizados em produtos como microfones, fones e discos rígidos de computadores. Os motores elétricos com ímanes de neodímio são também bastante comuns, e estão na origem de aeronaves puramente elétricas, desenvolvidas na primeira década do século XXI. Devido à elevada capacidade magnética em comparação com a sua massa, o neodímio é ainda utilizado em motores elétricos, nomeadamente de automóveis, e em turbinas eólicas com geradores do tipo "íman permanente". A quantidade de neodímio nestes diversos produtos é variável, contudo, os supracitados ímanes contém aproximadamente 20% em peso de neodímio.

Em 2014 a produção mundial de neodímio foi de cerca de 7 mil toneladas, provenientes maioritariamente da China que limitou recentemente as suas taxas de exportação.

Recuperação a partir de resíduos

Embora os resíduos industriais representem anualmente cerca de 25 milhões de toneladas em Portugal, a recuperação de metais raros a partir destes resíduos não tem sido suficientemente explorada.

O artigo de investigação de Ryunosuke Kikuchi e Carla S. S. Ferreira apresenta os resultados do método experimental proposto para a recuperação do neodímio a partir de peças magnéticas de um motor comum. A técnica usada foi a separação de fases em misturas fundidas, e posterior recuperação com recurso a três tipos de combustão a altas temperaturas:

  • com introdução de monóxido de carbono por sopro na superfície de amostra,
  • com injeção de monóxido de carbono no interior da amostra e
  • sem introdução de monóxido de carbono.

Experiências preliminares revelam melhores taxas de recuperação de neodímio quando o CO é introduzido na amostra, atingindo valores na ordem dos 90% em 30 minutos.

O artigo discute ainda o potencial para recuperação de neodímio a partir de veículos em fim de vida, resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos, e de sistema de energia eólica em fim de vida.

 

Exclusivo Assinantes
Para ter acesso ao artigo completo, faça Login
Se ainda não tem conta, escolha uma Subscrição de Assinatura

Login

Faça login para ter acesso aos artigos pagos da revista.
Se ainda não tem conta, adquira uma subscrição na Loja Online da Engenho e Média.

Últimos Concursos Públicos

  1. 3026001623_0246_DI - Empreitada de Remodelação da Rede de Esgotos,...
    Valor base: 1 630 000,00€
  2. Aquisição de serviços de manutenção de infraestruturas...
    Valor base: 3 742 000,00€
  3. Aquisição de reagentes para tratamento de água e de águas...
    Valor base: 335 320,00€

Ver Todos os Concursos

Eventos

SENAG - Seminário Nacional de Águas Residuais
14 out 2026, quarta-feira

Guimarães

ExpoMetal
11 nov 2026, quarta-feira

Exposalão, Batalha

i4.0 Indústria
11 nov 2026, quarta-feira

Exposalão, Batalha

ELÉTRICA
18 nov 2026, quarta-feira

Exponor, Porto

Ver Todos os Eventos >

Newsletter Indústria e Ambiente

Receba quinzenalmente, de forma gratuita, todas as novidades e eventos sobre Engenharia e Gestão do Ambiente.


Ao subscrever a newsletter noticiosa, está também a aceitar receber um máximo de 6 newsletters publicitárias por ano. Esta é a forma de financiarmos este serviço.