Renováveis abastecem 81% do consumo de energia elétrica em fevereiro

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A produção de energia renovável abasteceu 81 % do consumo nacional de eletricidade em fevereiro (incluindo saldo exportador), enquanto a produção não renovável, a gás natural, representou 19 %. O saldo de trocas com o estrangeiro foi exportador, correspondendo a cerca de 5 % do consumo nacional
A informação é da REN, que avançou que o índice de produtibilidade hidroelétrica atingiu 1,97 (média histórica de 1), o valor mais elevado alguma vez registado pela REN para fevereiro (registos desde 1971). A produção eólica também se destacou, com um índice de produtibilidade de 1,29 (média histórica de 1). Nota para a produção solar ter registado o índice mais baixo de sempre para um mês de fevereiro (0,59), consequência das condições meteorológicas desfavoráveis, traduzindo-se numa queda homóloga de 19 % apesar do aumento da capacidade instalada.
No conjunto dos dois primeiros meses do ano, a produção renovável abasteceu 83 % do consumo, distribuída entre hidroelétrica (39 %), eólica (35 %), solar (5 %) e biomassa (4 %). A produção a gás natural representou 17 %, enquanto o saldo de trocas com o estrangeiro foi praticamente nulo. Neste período, os índices de produtibilidade situaram-se em 1,62 para a hidroelétrica, 1,32 para a eólica e 0,60 para a solar (médias históricas de 1).
O consumo de energia elétrica em Portugal manteve em fevereiro o ritmo de crescimento observado no início do ano, registando uma variação homóloga de 5,2 %, ou 5,7 % considerando a correção da temperatura e do número de dias úteis. No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o consumo aumentou 6,6 % (5,7 % com correção dos mesmos efeitos).
No mercado de gás natural, fevereiro registou um aumento homólogo de 24 %, impulsionado pelo segmento de produção de energia elétrica, que cresceu 83 % face ao mesmo mês do ano anterior. Também o segmento convencional, que inclui os restantes consumidores, cresceu 2,7 %. No conjunto, tratou-se do consumo mensal mais elevado desde julho de 2023. No final de fevereiro, o consumo acumulado de gás natural aumentou 15 %, com crescimentos de 45% no segmento de produção de eletricidade e de 3,8 % no segmento convencional.
O aprovisionamento do sistema nacional foi assegurado maioritariamente pelo terminal de GNL de Sines, que representou 76 % do gás consumido, com origem sobretudo na Nigéria (39%), Estados Unidos (24 %) e Rússia (13 %). Os restantes 24 % chegaram através da interligação com Espanha.
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