Mota-Engil e Crédito Agrícola viabilizam projeto de biometano de 25 milhões de euros
- 07 setembro 2026, segunda-feira
- Energia
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D.R.
João Guilherme Oliveira
A Mota-Engil Ambiente e Energia formalizou um financiamento de 25 milhões de euros, contratada junto do Crédito Agrícola, para a instalação de cinco unidades de produção de biometano em Portugal. As infraestruturas ficarão localizadas nos concelhos de Coimbra, Aveiro, Leiria, Seixal e Amadora, aproveitando os centros de tratamento de resíduos já existentes geridos pelas empresas ERSUC, Valorlis, Amarsul e Valorsul.
A entrada em operação de todas as centrais está prevista até ao final de 2026. O objetivo técnico da operação é processar cerca de 600 mil toneladas anuais de resíduos urbanos biodegradáveis. Este volume de matéria orgânica permitirá a extração e transformação de 20,3 milhões de metros cúbicos de biogás por ano, originando uma capacidade de produção anual de até 170 GWh de biometano. O combustível produzido será injetado diretamente na Rede Nacional de Gás.
O plano financeiro e operacional conta com apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Estima-se que a conversão do metano dos resíduos e a consequente menor utilização de gás natural fóssil numa redução de emissões na ordem das 50 mil toneladas de
equivalente por ano.
Segundo o CEO da Mota-Engil Ambiente e Energia, Hugo Pereira, a iniciativa insere-se na estratégia de descarbonização e segurança energética. Por parte da instituição bancária, o administrador Rodolfo Varela Pinto enquadra o financiamento na política do banco de apoio a projetos focados na transição energética e valorização de recursos.
A empresa informou ainda que tem em fase de planeamento uma segunda fase do projeto para o período entre 2027 e 2030. Esta nova etapa prevê o desenvolvimento de mais cinco instalações, com vista a atingir uma produção global próxima dos 500 GWh anuais.
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