Mercado Voluntário de Carbono alarga metodologias florestais

FOTO KRISTAPS UNGURS / UNSPLASH
João Guilherme Oliveira
O Mercado Voluntário de Carbono (MVC) em Portugal registou uma expansão com a aprovação de duas novas metodologias de carbono dedicadas à Reflorestação e à Gestão Florestal Melhorada. Com esta atualização, que se soma à metodologia pré-existente para Novas Florestações, o MVC passa a disponibilizar um total de três metodologias vocacionadas para o setor florestal em território nacional.
A informação foi avançada a 4 de outubro de 2026 pelo Ministério do Ambiente e Energia, através de comunicado. Em declarações integradas na nota, a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, referiu que o alargamento do leque metodológico visa "criar condições para que mais proprietários, entidades e empresas possam investir na floresta e na ação climática", apontando para o reforço da credibilidade do mercado e para a mobilização de financiamento privado destinado a soluções baseadas na natureza, à neutralidade carbónica e à resiliência do território.
De acordo com o balanço do funcionamento da plataforma divulgado pela tutela, o MVC contabiliza atualmente dois projetos registados sob a tipologia de Novas Florestações e um terceiro projeto em fase de validação inicial.
A plataforma soma 29 utilizadores registados e conta com 10 verificadores qualificados, responsáveis por realizar a validação inicial e a verificação periódica dos projetos. Estão, nesta data, 977 créditos de carbono disponíveis para comercialização na plataforma.
O Governo informou ainda que a consolidação deste instrumento de apoio à ação climática prosseguirá com o desenvolvimento de novas abordagens metodológicas focadas no carbono azul e na valorização das pradarias marinhas, com o intuito de integrar os ecossistemas costeiros no âmbito de atuação do Mercado Voluntário de Carbono.
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