Incêndios florestais: qualidade do ar e saúde

Os recentes fogos na Austrália, nos Estados Unidos da América, na Rússia, na Grécia e em Portugal voltaram a inquietar a sociedade sobre o impacto do fumo dos incêndios florestais. Em Portugal, os incêndios de 2017 mudaram drasticamente a perceção da população sobre questões de segurança, com a morte de mais de uma centena de pessoas e muitas outras a necessitarem de assistência médica por intoxicações pelo fumo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a exposição ao fumo proveniente de incêndios florestais tem sérios impactos na saúde humana, que resultam no aumento do número de entradas nos serviços de urgência hospitalar, devido a doenças do foro respiratório e cardiovascular, e no aumento da mortalidade.

De facto, o fumo proveniente dos fogos florestais contém um elevado número de compostos, gasosos e particulados, que podem afetar a qualidade do ar e a saúde humana. Ao nível da saúde, os efeitos adversos manifestam-se rapidamente, com irritações agudas e instantâneas dos olhos e do sistema respiratório, que podem originar dificuldades respiratórias. É possível a evolução para dores de cabeça, tonturas e náuseas, mantendo-se os sintomas durante várias horas. O pessoal envolvido no combate ao fogo florestal, em particular, pode revelar sintomas do tipo agudo, sub-crónico ou mesmo crónico, devido à exposição frequente e prolongada a concentrações elevadas de poluentes atmosféricos, no desempenho da sua atividade. O projeto de investigação FUMEXP - Exposição de bombeiros ao fumo e consequentes efeitos – avaliou, medindo, a exposição individual de dez bombeiros ao fumo. (...)

Artigo completo na Indústria e Ambiente nº120 jan/fev 2020

Ana Isabel Miranda, Departamento de Ambiente e Ordenamento, CESAM, Universidade de Aveiro

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