Incêndios: 14 % do território em muito alta perigosidade

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Carta de perigosidade estrutural de incêndio rural 2020-2030 mostra que, no continente, 30,6 % da superfície encontrava-se classificada nas categorias de áreas de alta e muito alta perigosidade de incêndio rural. Nas regiões centro e norte, estas classes de perigosidade representavam mais de metade do território (50,5 % e 50,2 %, respetivamente)
A carta, publicada pelo Instituto Nacional de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), serviu de base ao INE para uma caracterização territorial por classe de perigosidade estrutural de incêndio rural no território continental.
As regiões Centro e Norte apresentavam mais de metade da sua superfície integrada em áreas de alta e muito alta perigosidade de incêndio rural (50,5 % e 50,2 %, respetivamente). A presença destas classes era igualmente expressiva no Algarve, onde representavam 30,7 % da superfície regional. Em contraste, no Alentejo, na Península de Setúbal e no Oeste e Vale do Tejo predominavam as áreas classificadas com muito baixa perigosidade correspondendo a 54,8 %, 46,4 % e 34,7 % da superfície regional, respetivamente.
Relativamente à caracterização das áreas de risco, nas áreas de alta e muito alta perigosidade de incêndio rural residiam 51.115 pessoas, correspondendo a 0,5 % da população do continente. Estas áreas apresentavam um maior índice de envelhecimento quando comparado com o total do Continente: respetivamente, 210,0 e 184,6 pessoas com 65 ou mais anos por cada 100 jovens (até aos 14 anos). Cerca de 69,3 % da população isolada residia em áreas de elevada perigosidade.
A sobreposição da distribuição territorial dos corpos de bombeiros e dos estabelecimentos hospitalares com a carta de perigosidade estrutural de incêndio rural revela uma cobertura territorial dos corpos de bombeiros mais dispersa e relativamente mais próxima das áreas de maior perigosidade, contrastando com a concentração dos estabelecimentos hospitalares que apresentavam uma maior concentração no litoral do continente.
A análise desenvolvida para a caracterização destas áreas teve por base informação georreferenciada oriunda do Recenseamento Geral da População e Habitação (Censos 2021), com informação referenciada a 2021, da Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP) e das Áreas Protegidas que integram a Rede Nacional de Áreas Protegidas, ambas com informação referenciada a 2024, e da Carta de Equipamentos e Serviços de Interesse Geral (CE-SIG), com informação de 2023 relativa aos corpos de bombeiros e de 2022 relativa aos estabelecimentos hospitalares.
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