A Energia em Portugal: evolução e questões em aberto

  • 07 janeiro 2026, quarta-feira
  • Energia

FOTOGRAFIA ANALOGICUS/ PIXABAY

O Balanço Energético Nacional de 2024 foi disponibilizado pela DGEG no início do passado mês de novembro, o que se salienta positivamente.

Os resultados nacionais indicam uma redução do consumo final de energia de 0,8 % face a 2023, embora o consumo de eletricidade tenha tido um aumento de 2 % e a bioenergia um aumento, também, mas de 7 %

Os consumos de energia na indústria

Apesar do ritmo crescente que se tem verificado nas orientações e planos publicados pela UE, os consumos de energia na indústria e a sua natureza mantiveram-se estáveis em 2024 face a 2022 e a 2023.

Como exceção, o consumo de produtos petrolíferos reduz-se ano após ano e, se em 2005 constituía 26,6 % do total, em 2024 representou, apenas, 8,6 % do consumo final de energia na indústria.

Os consumos de eletricidade e de gás apresentaram grande estabilidade, com variações não significativas entre 2022, 2023 e 2024.

Os adiamentos na evolução do mix energético

Todas as orientações da UE e todos os programas nacionais relativos à transição energética apontam para um recurso crescente à eletricidade, mas, até agora, esse movimento não tem uma expressão claramente visível.

Quais as razões para este aparente imobilismo?

  • Os planos para a descarbonização do gás natural não têm tido realização no terreno;
  • As tecnologias de eletrificação dos processos que exigem temperaturas elevadas não estão maduras;
  • O custo do MWh elétrico para aquecimento é substancialmente superior ao do seu equivalente em gás;
  • Os investimentos correspondentes à evolução no sentido da eletrificação são vultuosos na maioria das situações;
  • E, finalmente, mas não menos importante, tarda a clarificação regulamentar sobre os licenciamentos (designadamente do biometano), e sobre a metodologia de contabilização das emissões por via dos combustíveis descarbonizados.

O tempo passa; os prazos fixados pela UE mantêm-se; o tempo para decisões a assumir pelas empresas está cada vez mais reduzido, sobretudo para as que se enquadram no âmbito no Comércio Europeu de Licenças de Emissão (...)

Leia o artigo completo na Indústria e Ambiente nº 155, novembro/dezembro 2025

Jaime Braga

Engenheiro

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