Mais de 4000 centros de dados de IA nos EUA mapeados com ajuda de comunidades locais

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Cristina Genet
A ativista ambiental Erin Brockovich está na origem desta iniciativa participativa, disponível em acesso aberto no site brockovichdatacenters.com.
Um mapa interativo, lançado pela ativista ambiental Erin Brockovich, revela mais de 4000 centros de dados dedicados à inteligência artificial, nos Estados Unidos. Engloba centros em funcionamento, em construção ou em fase de projeto. Alimentada por contributos de comunidades locais, a ferramenta mostra uma forte concentração em estados como o Texas, a Pensilvânia, o Ohio e a Geórgia. Só no Texas foram reportadas mais de 600 instalações, refletindo a intensidade da expansão.
Esta proliferação tem implicações diretas para os setores energético e ambiental, tendo em conta que os centros de dados exigem sistemas de arrefecimento contínuo, devido ao seu elevado consumo e às significativas cargas térmicas. A dissipação do calor gerado obriga ao uso de soluções como chillers de alta capacidade, e sistemas de arrefecimento líquido, que obrigam a elevados consumos de água.
O mapa destaca também preocupações crescentes das comunidades locais com os centros de dados. Cerca de 41 % das queixas estão relacionadas, precisamente, com o consumo de água, 22 % com a pressão sobre a rede elétrica e cerca de 18 % com impactos na saúde e qualidade de vida. Outro ponto crítico é o impacto térmico indireto. Um estudo recente da Arizona State University aponta para a formação de “ilhas de calor” associadas aos data centers, capazes de aumentar a temperatura urbana até 4 °C em algumas regiões.
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