Adjudicada reabilitação de 4,8ME na ETAR de Arruda dos Vinhos

  • 09 março 2023, quinta-feira
  • Água

A empreitada de conceção e remodelação da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Arruda dos Vinhos, orçada em 4 823 280 euros, foi assinada esta quinta-feira entre o empreiteiro e a empresa Águas do Tejo Atlântico.

“Serão remodeladas as etapas de pré-tratamento, tratamento biológico e tratamento de lamas e construídas novas etapas de equalização e tratamento primário dos efluentes industriais”, explicou a Águas do Tejo Atlântico em nota de imprensa.

A empreitada de conceção e construção, com um prazo de execução de dois anos, deverá arrancar no terreno no segundo semestre deste ano e terminar no início de 2025, estimou a empresa.

O concurso foi lançado em maio de 2022, depois de a empresa ter lançado outros dois, em 2019 e em 2020, que ficaram desertos, obrigando-a a rever o custo da obra, que começou por ser de 1,9 milhões de euros.

Por vezes, são avistadas manchas brancas ou águas escuras no rio Grande da Pipa, um dos principais afluentes do rio Tejo, e sentidos maus cheiros oriundos do rio.

A Águas do Tejo Atlântico tem tomado “medidas operacionais por forma a reduzir os impactos” e continua a trabalhar com o município de Arruda dos Vinhos e com as indústrias daquele concelho do distrito de Lisboa para “evitar que descargas indevidas sejam encaminhadas para a referida instalação”, esclareceu a empresa à agência Lusa.

Em 2020, a Águas do Tejo Atlântico admitiu que chegava à ETAR “uma substancial carga industrial de origem desconhecida que leva à degradação da qualidade de descarga face ao habitual”.

Várias situações foram relatadas aos municípios, ao Ministério do Ambiente e até ao Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente da GNR.

O presidente da Câmara de Arruda dos Vinhos, André Rijo, disse à Lusa que, desde 2014, tem vindo a trabalhar com a empresa para a “resolução das deficiências da ETAR através da ampliação da sua capacidade de tratamento”.

Em funcionamento desde 2004, a ETAR foi projetada para tratar águas residuais domésticas de oito mil habitantes do concelho, cujo tratamento se mantém “eficaz” para este tipo de efluentes, esclareceu.

Depois de introduzidas alterações no sistema de tratamento, o equipamento passou em 2014 a receber também efluentes da Zona Industrial das Corredouras, que antes eram descarregados diretamente para a linha de água.

Contudo, ocorrem descargas industriais não controladas que, por não terem o devido pré-tratamento à chegada à ETAR, diminuem a eficiência do tratamento, explicou a empresa.

O problema levou o município a intervir junto das indústrias locais e a identificar aquelas que são responsáveis por descargas ilegais.

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