Fármacos no ambiente: as dificuldades da sua análise e os desafios para o desenvolvimento de sensores de baixo custo

  • 28 fevereiro 2021, domingo
  • Água

A água está no centro do desenvolvimento sustentável. A Agenda 2030 para o Desenvolvimento, no seu artigo 6, defende o acesso universal e equitativo à água potável e ao saneamento, até 2030. As alterações climáticas, a desigualdade entre países e o desenvolvimento industrial, económico e social têm contribuído para que a água seja um recurso cada vez mais escasso, com perda da sua qualidade.

Contaminantes emergentes (CEs), como é o caso de fármacos, não se encontram regulamentados e apenas surgem na Lista de Vigilância, a qual estabelece o conjunto das substâncias a monitorizar a nível da União no domínio da política da água, nos termos da Diretiva 2008/105/CE do Parlamento Europeu e do Conselho: as substâncias da lista de vigilância são selecionadas de entre aquelas em relação às quais a informação disponível indique que podem representar um risco significativo, a nível da União, para o meio aquático, ou por intermédio deste, mas cujos dados de monitorização sejam insuficientes para se chegar a uma conclusão quanto ao risco real que representam.

O diclofenac (anti-inflamatório não esteroide), as hormonas 17-beta-estradiol (E2), o 17-alfa-etinilestradiol (EE2) e a estrona (E1), e os antibióticos da família dos macrólidos (eritromicina, claritromicina e azitromicina) foram incluídos na primeira Lista de Vigilância, publicada em 2015. Em 2018, a segunda Lista de Vigilância excluiu o diclofenac e passou a incluir os antibióticos amoxicilina e ciprofloxacina.

A inclusão destes dois antibióticos surge em concordância com o Plano de Ação Europeu “Uma Só Saúde” contra a Resistência aos Agentes Antimicrobianos, um dos graves problemas ambientais que pode causar efeitos adversos na saúde humana. Mais recentemente, em agosto de 2020, foi publicado um Relatório que propõe as novas substâncias a incluir na terceira Lista de Vigilância, entre as quais se encontram o sulfametoxazol, trimetoprim, clotrimazol, lansoprazol e omeprazol. A monitorização de contaminantes emergentes deve continuar a ser uma prioridade, de forma a gerar dados de elevada qualidade sobre as respetivas concentrações no meio ambiente. (...)

Em colaboração com Manuela Correia, Henri P.A. Nouws, João G. Pacheco, Patrícia Rebelo, Isabel Seguro, Paula Paíga, Olga M. Freitas, Sónia A. Figueiredo, Andreia Silva, Valentina Fernandes Domingues, Sara Sousa, Elena Surra, REQUIMTE/LAQV Instituto Superior de Engenharia do Porto

Artigo completo na Indústria e Ambiente nº126 jav/fev 2021

Cristina Delerue-Matos

REQUIMTE/LAQV Instituto Superior de Engenharia do Porto

Se quiser colocar alguma questão, envie-me um email para cmm@isep.ipp.pt

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