Infrassons das eólicas podem afetar saúde num raio de 15 quilómetros

  • 03 dezembro 2021, sexta-feira
  • Energia

Os ruídos não audíveis provocados pelas turbinas eólicas podem afetar a saúde das populações residentes até, pelo menos, 15 quilómetros de distância dos parques eólicos, revelou um estudo.

O investigador João Almeida, docente da Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Instituto Politécnico de Coimbra (ESTeSC-IPC), realizou um estudo, até uma distância máxima de 15 quilómetros, nas imediações de três parques eólicos do distrito de Leiria, em Cela (Alcobaça), Marvila (Batalha) e Chão Falcão (concelhos de Batalha e Porto de Mós).

Após esta análise foi possível concluir que “a distância não é um fator relevante na redução dos níveis de ruído, em especial dos infrassons e do ruído de baixa frequência”, disse, citado numa nota de imprensa, João Almeida.

No entanto, o impacto pode ser afetado pela velocidade do ar, visto que, quanto maior a velocidade do ar, maior a pressão sonora.

De acordo com o mesmo comunicado da ESTeSC-IPC, o perfil do terreno, a existência de grutas, a proximidade à costa e a existência de florestas são outros fatores com influência na propagação do ruído.

Apesar dos avanços tecnológicos, as turbinas eólicas ainda produzem infrassons resultantes da sua mecânica e aerodinâmica, assim como infrassons de ruído e baixa frequência, que “podem afetar a qualidade de vida das populações humanas e animais”.

Este impacto pode causar um efeito mais ligeiro, com mal-estar geral e prolongado, com dores de cabeça, dificuldade em dormir, falta de concentração ou irritabilidade, entre outros sintomas.

O impacto mais grave pode traduzir-se em problemas pulmonares, como por exemplo tosse e dificuldade em respirar, apneias, arritmias cardíacas ou espessamento do pericárdio, a dupla membrana que envolve o coração.

“É importante adotar medidas de gestão territorial tomando em conta a proteção da saúde pública, particularmente na instalação de parques eólicos a distâncias consideradas seguras, incluindo os infrassons e o ruído de baixa frequência em estudos de impacte ambiental”, apontou João Almeida.

O investigador alertou ainda para “um lapso na legislação portuguesa”, que não prevê a medição e análise de infrassons nos estudos de impacto ambiental necessários à instalação de parques eólicos.

A investigação foi apresentada em livro, no âmbito da coleção “Ciência, Saúde e Inovação — Teses de Doutoramento”, editada pela ESTeSC-IPC.

Login

Faça login para ter acesso aos artigos pagos da revista.
Se ainda não tem conta, adquira uma subscrição na Loja Online da Engenho e Média.

Últimos Concursos Públicos

  1. Fornecimento de Equipamentos Inteligentes e Sistemas de Gestão e Recolha...
    Valor base: 5 490 000,00€
  2. Empreitada de Reformulação da Estação de Transferência...
    Valor base: 13 707 750,00€
  3. TER.PR.26.088 - Porto de Portimão: Fornecimento e instalação...
    Valor base: 5 927 370,00€

Ver Todos os Concursos

Eventos

ENERH2O
23 set 2026, quarta-feira

Exponor, Porto

22º ENaSB SILUBESA
30 set 2026, quarta-feira

Algarve

SENAG - Seminário Nacional de Águas Residuais
14 out 2026, quarta-feira

Guimarães

ExpoMetal
11 nov 2026, quarta-feira

Exposalão, Batalha

Ver Todos os Eventos >

Newsletter Indústria e Ambiente

Receba quinzenalmente, de forma gratuita, todas as novidades e eventos sobre Engenharia e Gestão do Ambiente.


Ao subscrever a newsletter noticiosa, está também a aceitar receber um máximo de 6 newsletters publicitárias por ano. Esta é a forma de financiarmos este serviço.