Consumo de eletricidade volta a bater recordes no primeiro trimestre

FOTO THIAGO JAPYASSU/ UNSPLASH
Nos primeiros três meses de 2026 o consumo de eletricidade atingiu os 14,6 TWh, o valor mais elevado de sempre para um primeiro trimestre, ultrapassando o anterior máximo, de 14.1 TWh registado em 2025, em 3,8 % ou 3,9 % com correção de temperatura e dias úteis, fez saber a REN em comunicado
No entanto, em março o consumo de energia elétrica interrompeu o crescimento que se tem registado nos últimos meses, com uma descida homóloga de 0,6 %, embora com correção dos efeitos de temperatura e de número de dias úteis, a variação acabe por ser positiva em 1,4 %.
No primeiro trimestre, a produção renovável abasteceu 80% do consumo, com a hidroelétrica a representar 38 %, a eólica 32 %, a fotovoltaica 6 % e a biomassa 4 %. A produção a gás natural, embora impulsionada por restrições no sistema nacional na sequência dos efeitos da depressão Kristin, não ultrapassou 16 % do consumo, enquanto o saldo de trocas com o estrangeiro abasteceu os restantes 3%. Nas renováveis, o índice de produtibilidade hidroelétrica situou-se em 1,52, o de produtibilidade eólica em 1,15 e o de produtibilidade solar em 0,65 (médias históricas de 1).
Em março, a produção renovável abasteceu 76% do consumo, a não renovável 15%, enquanto o saldo mensal de trocas com o estrangeiro abasteceu os restantes 9% do consumo nacional. Nas energias renováveis, as condições meteorológicas mantiveram-se favoráveis para a energia hidroelétrica, que registou um índice de produtibilidade de 1,27. A componente eólica, com o índice de produtibilidade respetivo a situar-se em 0,89 e a solar com 0,71 (médias históricas de 1).
No mercado de gás mantém-se a tendência de aumento do consumo dos últimos meses, com uma variação homóloga, em março, de 10,3 %. Este valor resulta do crescimento verificado no segmento de produção de energia elétrica, que registou uma variação homologa de 79 %, apesar da quebra de 6,8 % no segmento convencional.
O abastecimento do sistema nacional foi efetuado fundamentalmente a partir do terminal de GNL de Sines, com 97% do consumo nacional, com o movimento através da interligação com Espanha a não ultrapassar os restantes 3 % do consumo.
No global do trimestre, o consumo acumulado de gás registou um crescimento homólogo de 13,8 %, resultado de aumentos de 54% no segmento de produção de energia elétrica de 0,2 % no segmento convencional, que abrange os restantes consumidores. Neste período, o Terminal de Sines abasteceu 82% do consumo nacional, com origem na Nigéria (37 %), EUA (36 %) e Rússia (10 %). Os restantes 18 % entraram através da interligação com Espanha.
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