A Magnitude Social de Paredes Vivas e Coberturas Ajardinadas

Numa perspetiva de sustentabilidade, a Cidade assume múltiplas dimensões, tanto ao nível da gestão dos espaços e das suas funções, bem como na interação com os agentes que dela fazem parte.

Nas cidades, a herança urbanística é complexa, na medida em que temos áreas edificadas consolidadas, dificuldade de criação de zonas de desafogo urbano e, ao mesmo tempo, a necessidade de dar resposta a questões como a capitação de espaços verdes ou mesmo até a garantia de uma resposta eficaz ao escoamento de águas nas alturas de maior pluviosidade. Nesta perspetiva, a reabilitação destes espaços, face aos desafios de sustentabilidade com que nos deparamos, obriga à reinvenção de técnicas construtivas que potenciem o aproveitamento de todo e qualquer espaço, com base na incorporação do elemento vegetal e da sua integração com os restantes materiais e respetivas funções.

Surgem como resposta a estes desafios a criação de paredes vivas designadas, normalmente, por jardins verticais, e as coberturas ajardinadas. A integração deste tipo de estruturas nas mais recentes técnicas de reabilitação urbana dá resposta a algumas das necessidades  de gestão do espaço urbano, potenciando todas as valências de um edifício e transformando-o, não só, num espaço de habitação ou escritório, com também numa estrutura verde, contribuindo para a melhoria do sistema de unidade estruturante de uma cidade, mais concretamente da estrutura ecológica secundária, que deve ser entendida como uma estrutura ecológica urbana que visa fomentar e intensificar os processos ecológicos em áreas edificadas. (...)

Artigo completo na Indústria e Ambiente nº121, mar/abr 2020

Miguel Raposo, Terracell

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