Aldeias Históricas de Portugal querem ser destino turístico carbono neutro

A Aldeias Históricas de Portugal – Associação de Desenvolvimento Turístico pretende que as 12 localidades que fazem parte da rede sejam o primeiro destino turístico carbono neutro do país, no seguimento do seu compromisso com a sustentabilidade.

No âmbito do objetivo, a associação assinou, na semana passada, na Aldeia Histórica de Idanha-a-Velha, no distrito de Castelo Branco, um acordo com a ADENE – Agência para a Energia, a E-REDES e a Greenvolt Comunidades.

“[As Aldeias Históricas] guardam as raízes da nossa História e algumas terão sido mesmo o berço dos primeiros povos da Península Ibérica. Por isso mesmo, preservar as 12 Aldeias Históricas de Portugal e torná-las mais sustentáveis, garantindo o seu futuro, é uma das prioridades da rede”.

O novo projeto “Rumo à Neutralidade Carbónica”, formalizado na Aldeia Histórica de Idanha-a-Velha, visa tornar as Aldeias Históricas de Portugal “um destino turístico carbono neutro” e o primeiro, em rede, do país.

“O desafio passa por compatibilizar as mudanças associadas à descarbonização com a manutenção da identidade patrimonial e as peculiaridades de cada Aldeia Histórica. Assim, esta é uma transição que exige capacidade de atuação transversal”, adiantou a associação.

Trata-se de “um processo colaborativo, no espírito da circularidade, transição energética e neutralidade carbónica como ato de responsabilidade, para o qual a Rede de Aldeias Históricas de Portugal conta com toda a sua rede de parceiros atual e futura, cujo espírito de missão se enquadre nesta ambiciosa abordagem que procura elevar as Aldeias Históricas de Portugal ao estatuto de um destino sustentável”, acrescentou.

“Em linha com os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e com o Pacto Ecológico Europeu (Green Deal), este é um passo decisivo para o objetivo de tornar uma Rede de Aldeias na primeira, a nível europeu, a beneficiar de uma posição de eficiente nos domínios hídrico e energético, assente na visão estratégica: ‘Aldeias Históricas de Portugal: uma rede urbana sustentável e pioneira no seu contributo para o crescimento verde dos territórios de baixa densidade’”, rematou a organização.

O presidente da Aldeias Históricas de Portugal, Carlos Ascensão, afirmou à agência Lusa que o protocolo celebrado é “um passo decisivo” para que as Aldeias Históricas sejam eficientes “nos domínios hídrico e energético”.

O projeto surge na ambição da rede das Aldeias Históricas vir a ser “uma rede sustentável e pioneira no seu contributo para o crescimento dos territórios de baixa densidade”, lembrou.

“Nós temos que marcar uma posição pela diferença, para oferecermos aquilo que temos de melhor”, e cumprir o compromisso do Programa Pacto de Autarcas, no qual a associação assumiu a redução de 45 por cento de CO2 até 2030.

O autarca, que também é presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira, no distrito da Guarda, recordou que no âmbito da mesma iniciativa foi estabelecida uma parceria com a Renault Portugal para disponibilização de cinco carros elétricos em Castelo Novo (Fundão), que será replicada a todas as aldeias.

Por outro lado, sublinhou que está em curso, em nove das 12 aldeias, o processo de elevação a monumento nacional, para que posteriormente a rede das Aldeias Históricas de Portugal seja candidatada a património da UNESCO.

A Rede das Aldeias Históricas de Portugal abrange Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso.

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