Portugal em 22º lugar no Índice Trilemma do Conselho Mundial da Energia

Portugal caiu quatro lugares no Índice Trilemma do Conselho Mundial da Energia, que mede a performance energética dos países segundo uma tríade: segurança energética, equidade energética e sustentabilidade ambiental. O índice, com 125 países, é liderado pela Dinamarca.

A sustentabilidade ambiental é o ponto mais forte do país, sendo a segurança energética o mais fraco.

A descarbonização na eletricidade é um objetivo que tem merecido muitos esforços, com as renováveis a representarem 63 por cento da capacidade instalada em 2016. Segundo as conclusões do relatório, o desenvolvimento de interconexões elétricas continua a ser um elemento central da política energética portuguesa, no sentido de uma completa integração no mercado europeu. O país esforçou-se por promover medidas, a nível europeu, para obter uma boa capacidade de interconexão das redes elétricas, e agora a regulação europeia prevê uma meta mínima de 15 por cento de capacidade de interconexão entre países vizinhos. A cooperação em curso entre Portugal, Espanha e França é considerada pelos autores do Índice como um instrumento da maior importância para alcançar os objetivos em termos de capacidade de interconexão. Além disso, estão também em curso estudos para uma interconexão com Marrocos.

Outro ponto a destacar é a entrada da eletricidade renovável no mercado livre.

Em termos globais, o ranking não evidencia diferenças substanciais face a 2017. O top ten mantém-se (Dinamarca, Suíça, Suécia, Holanda, Reino Unido, Eslovénia, Alemanha, Nova Zelândia, Noruega e França), e verifica-se uma clara relação entre a performance energética e o Produto Interno Bruto. Ainda assim, os autores do relatório chamam a atenção para o caso da Eslovénia, uma economia mais modesta que demonstra que um sistema energético equilibrado não é necessariamente um luxo.

As melhores performances em termos de segurança, ou seja, o ponto em que Portugal tem o pior desempenho, são de países exportadores e importadores com sistemas de abastecimento diversos e seguros. Muitos países europeus têm bons desempenhos devido a um contexto regional que possibilita um mercado energético diverso e flexível, com uma boa rede além-fronteiras.

Consulte o relatório em https://www.worldenergy.org/wp-content/uploads/2018/10/World-Energy-Trilemma-Index-2018.pdf

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